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| FESTA E CORES CONVIVEM COM SEQÜESTROS E GUERRAS POLÍTICAS |
QUEM NUNCA OUVIU FALAR DO MAR DO CARIBE, TÃO lindo que virou sinônimo universal de águas cristalinas e praias paradisíacas, região de culturas exóticas e festivas? O Haiti, um dos territórios do Caribe, belíssima região do continente americano, resume o retrato do paraíso. Metade da população cultua vodus (religião de origem africana), a sua música é vibrante e a comida, com influências africanas e francesas, é famosa. Mas longe de abrigar resorts luxuosos e receber transatlânticos internacionais, o Haiti ostenta dois títulos nada edificantes: país mais pobre das Américas e campeão mundial de seqüestros.
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| LAZER: Aproveitando o baixo número de turistas desde a reviravolta política, alguns locais se esbaldam na "desabitada" cachoeira de Jacmel, no Haiti |
Seqüestro é apenas uma das mazelas haitianas do momento. O país está mergulhado no caos. "Na capital, Porto Príncipe, não se pode sair sozinho, não se pode sair a pé, não existe táxi, as regras da ONU são difíceis, ficamos muito dependentes", conta a documentarista Mariana Reade, que fez um estágio na organização no início deste ano.
A situação já não era calma em 2004, e, para completar, no mesmo ano o então presidente Jean-Bertrand Aristide, em meio a conflitos políticos, fugiu para o exílio temendo um banho de sangue. Aí a mais completa anarquia tomou as ruas da capital. Tropas da ONU, lideradas pelo Brasil, ocuparam o país, numa tentativa de estancar a crise, sem sucesso. Uma pena.
Não só a cultura exótica e a costa caribenha poderiam atrair os visitantes. O país é dominado por serras cobertas por florestas tropicais. Uma das principais atrações é o Parque Nacional Histórico La Citadelle, que abriga uma fortificação do século 19, construída no topo de uma montanha de mais de 900 metros de altura, que tem o título de patrimônio da humanidade. E a 'humanidade' mal pode chegar perto.

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| NEM O GOVERNO DE LÁ TE DEIXA ENTRAR NOS PARQUES |
FAZ POUCO TEMPO QUE PERDEMOS esse paraíso. Antigo freqüentador de cadernos de turismo, não só pelas atrações naturais e culturais, mas também por ter vivido tempos de estabilidade política, algo raro entre os países africanos, só desde 2002 a Costa do Marfi m está na lista dos países do mundo extremamente perigosos. A milícia rebelde que se levantou contra o governo deu trégua relativa durante a Copa do Mundo da Alemanha, quando a seleção local passou a simbolizar uma imaginária união nacional. Mas, depois que a Copa acabou, o pesadelo continuou. As esperanças no torneio de futebol e na conquista da paz eram ilusórias e a nação do oeste africano permaneceu - e permanece - mergulhada no caos.
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