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| O FIM DO MUNDO . ONDE ELE COMEÇOU |
BABILÔNIA, BAGDÁ, TIGRE E EUFRATES. Que outras terras têm nomes que evocam tantos simbolismos? Infelizmente, o local que viu a civilização nascer corresponde ao atual Iraque. E se você não é diplomata ou jornalista, não trabalha numa ONG de ajuda humanitária ou não é um militar das tropas de ocupação, nem pense em colocar os pés em solo iraquiano.
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| ARQUITETURA E HISTÓRIA: Ruínas de Hatra, importante cidade do século I que hoje é um dos grandes sítios arqueológicos do mundo |
Os motivos? Bem, para quem não lê jornais há pelo menos quatro anos, enumeramos alguns bem convincentes: ataques diários de homens-bomba, ação de terroristas internacionais, seqüestros de estrangeiros, guerra civil não declarada e criminalidade generalizada. Os norte-americanos insistem em dizer que a situação está sob controle. Mas a verdade é que o Iraque é hoje terra de ninguém. Mesmo assim, o país ainda guarda preciosos tesouros, como o sítio arqueológico do Ur, datado de 4000 anos antes de Cristo, que consta na Bíblia como local de nascimento do profeta Abraão; e as ruínas da antiga capital da Babilônia, onde reinou o imperador Nabucodonosor. Ou ainda a cidade fortificada de Hatra e os resquícios de Assur, datada do terceiro milênio antes de Cristo, ambos reconhecidos pela Unesco como patrimônios da humanidade.
Já a capital teve seu patrimônio histórico praticamente destruído em séculos de sucessivas invasões: a Bagdá das "1001 noites" está mais para Bagdá das 1001 bombas. De importante mesmo, abriga o Museu Arqueológico do Iraque, com o mais significativo acervo mundial sobre a Mesopotâmia. A capital até é servida por alguns vôos internacionais, os mais regulares vindos da Jordânia. Mas entrar no país é complicado. Vistos para turistas nem pensar, a não ser que você consiga convencer alguma embaixada de suas nobres intenções. Passada essa fase, as boas-vindas a Bagdá não são das mais animadoras: a estrada de 12 quilômetros entre o aeroporto internacional e a cidade, chamada "Route Irish", é um dos principais alvos de ataques. Resta, ao invés de lamentar, torcer para que até o fim da guerra não seja destruído o pouco que resta dessa história grandiosa.

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