1 Tecido
Uma boa mochila deve suportar todos os desafios a que você a sujeitar, desde ser jogada pelas alças até carregar objetos cortantes. Mochila de lona com costura reforçada é a opção mais tradicional, mas tecidos sintéticos antiabrasão (geralmente um nylon forte) oferecem a mesma durabilidade, com menos peso.
Mesmo se a etiqueta disser que o tecido repele água, não ache que a mochila é à prova d'água - as costuras e os zíperes permitem que a carga fique úmida.
2 Compartimentos e bolsos
Numa mochila com mais de um compartimento, equipamentos e roupas molhadas podem ser isolados e você pode acessar aquele rolo extra de papel higiênico sem ter que desmontar a mochila inteira. Mas, lembre-se de que esse conforto implica em mais tecido, zíperes e costuras.
A maioria das mochilas tem acesso pela parte superior (top-loaders). Acesso pelas partes frontal e inferior é útil, mas não indispensável. Uma boa mochila cargueira deve ter fitas para diminuir a tensão sobre os zíperes e para prender o equipamento do lado de fora. Bolsos nas barrigueiras são ótimos para colocar máquina fotográfica, comidas e protetor solar
Conforto >> O conforto é determinado pelos materiais e formato das alças, barrigueira e costado. Mas você não precisa de um monte de espuma no costado, desde que ela tenha o formato e a densidade corretos. Procure por espuma firme, moldada por compressão, ou por uma construção em várias camadas - macia no contato com sua pele, mas firme.
Estrutura >> Sua mochila deve ser como um prédio numa área de terremotos: forte para agüentar os chacoalhões e flexível para se adaptar aos movimentos bruscos. Mochilas com estrutura externa são ótimas para cargas de expedição, mas não se flexionam o suficiente para terrenos irregulares. Mochilas sem estruturas rígidas são boa opção para quem se preocupa com o peso, mas "esqueletos" de alumínio ou outro material rígido podem ser melhores para quem busca um modelo duradouro e confortável. Algumas estruturas de alumínio são macias o suficiente para dobrar e se adaptar às suas costas, mas cuidado: as muito macias perdem a rigidez com o passar do tempo.
Capacidade >> Os dois erros mais comuns ao comprar uma mochila são escolher uma grande demais (os equipamentos ficarão soltos dentro dela, com péssimas conseqüências para a coluna) e escolher uma pequena demais (você acabará carregando coisas nos bolsos e elásticos externos que atrapalharão o equilíbrio). Para um fim de semana prolongado, procure mochilas com capacidade para até 55 litros. Para viagens mais longas, opte por alguma com capacidade superior a essa, desde que ela não ultrapasse a largura de seus ombros quando cheia.
Detalhes que contam >> Reservatórios de água dentro da mochila podem tornar a caminhada uma alegria sem interrupções - especialmente se você enchê-los de vodca. A desvantagem é não poder usar a desculpa da "paradinha para tomar água" para descansar. Parte de cima ou frontal que se transforma numa mochilinha também é bem-vinda.
Compressão >> Para manter o equilíbrio na trilha, é importante que sua carga não se mova dentro da mochila. Procure um modelo com fitas de compressão que permitam controlar a distribuição da carga e reduzir a capacidade da mochila quando ela não estiver totalmente cheia. Olhe com atenção os fechos e tiras, avaliando a facilidade de uso, acessibilidade e durabilidade.
Ventilação >> A mochila deve permitir o fluxo de ar entre ela e as costas, minimizando o suor. Algumas fazem um arco que afasta a mochila do corpo, outras usam uma esponja respirável. Para testar essa respirabilidade, coloque os lábios no tecido e assopre. Quanto mais o ar penetrar, mais o vapor de suas costas será absorvido ao invés de se condensar em suor na pele. |