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EM QUALQUER LUGAR: Alan Gerlach decola com os pés soltos em seu snowskate de uma rampa de gelo
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A TEMPORADA DE NEVE no hemisfério sul está começando. Se você já cansou do esqui e do snowboard tradicionais ou, ainda, se gosta de tirar uma onda e experimentar novas emoções, pode se preparar: há novas modalidades surgindo nas montanhas nevadas do mundo. Se você gosta de snowboard, o que acharia de ficar com os pés soltos e poder se divertir até no quintal de casa, na frente do hotel, com qualquer condição de neve? Isso é o que o snowskate promete. Se você é mais clássico e prefere esquiar, que tal descer qualquer (mesmo) tipo de montanha e levantar voo no caso de pedras ou abismos, graças a um parapente especial que te puxa para o alto quando acionado, como no speed riding? Nos dois esportes você vai precisar de muita persistência para aprender. E, no caso do speed riding, vai precisar também de coragem para enfrentar riscos reais de morte.
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LIBERDADE: O campeão do torneio-exibição de snowskate do Winter X-Games 2009, Phil Smage, desliza com seu snowskate no corrimão de 13 andares
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Larga do meu pé
O snowskate é primo do skate e do snowboard. O esporte foi inventado em 1998 por Andy Wolf, um snowboarder profissional norte-americano que queria se livrar da fixação nos pés para executar novas manobras. A prancha mais tradicional do snowskate é chamada de single deck, e é muito parecida com um shape de skate, permitindo o mesmo tipo de manobra.
Mas existem algumas diferenças: a single deck não é côncava na parte superior, como alguns shapes de skate; é mais comprida e mais larga que um skate tradicional; tem o nose (a parte da frente) e o tail (a parte de trás) mais empinados, e possui algumas canaletas na parte de baixo para ter mais tração na neve e melhor aderência em manobras em corrimões. Em vez da tradicional lixa, o snowskate tem um revestimento de espuma chamado grip que recebe um tratamento antiderrapante, para segurar os pés colados à prancha.
Alguns modelos têm pequenas tachas de metal para grudar ainda mais os pés. Já o snowskate bideck é mais parecido com o snowboard "normal". Sob a prancha de madeira há uma espécie de esqui, menor que o shape, que diminui o atrito com a neve e faz o snowskate deslizar com mais facilidade. É especialmente indicado para quem gosta de descer ladeiras, dar saltos ou mandar manobras com grab.
Segundo os adeptos do snowskate, a segunda grande vantagem desse esporte (depois dos pés livres) é não precisar de grandes investimentos para praticá-lo: é possível se divertir em qualquer condição de neve, em um pequeno espaço. Não há necessidade de se deslocar até uma estação de esqui e pagar pelo ingresso das cadeirinhas que te levam montanha acima. Desde 1999, o Winter X-Games está apostando no desenvolvimento do esporte com uma competição-exibição de single decks. O campeão sua para chegar às finais por meio de baterias classificatórias, mas não leva a premiação e as honras das modalidades tradicionais quando fatura o título.
Assim como no street skate, corrimãos, caixas e minirrampas são usados pelos competidores para exibirem aos juízes suas melhores manobras. Phil Smage, 23, é norte-americano e venceu a edição de 2009 da prova, sem errar nenhuma manobra nos dez primeiros minutos da sua sessão.
Ele dá alguns conselhos aos interessados em aprender a modalidade que aos poucos vem ganhando a Europa, depois de conquistar EUA e Canadá: "Depois de uma manobra, esfregue o grip e mantenha-o seco. Também se lembre que o pop é diferente do skate. Você deve manter o pé de trás bem na ponta da rabeta para conseguir um bom pop. Acostumese a manter seu pé de trás nessa posição", recomenda Phil.
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PARA TODOS: Sensação de vento no rosto para quem quiser
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ADRENALINA PARA TODOS
SNO-LIMO DEMOCRATIZA OS ESPORTES DE NEVE
Se você já tem alguma intimidade com esportes de neve, provavelmente se empolgou com a chance de voar de esquis ou dominar uma pranchinha sem estar com os pés presos. Mas certamente conhece alguém que nunca teve a oportunidade de escutar o silêncio da montanha durante um downhill, sintonizado apenas no barulho das lâminas do esqui ou das laterais do snowboard quando cortam a neve. Sua namorada pode não estar a fim de encarar o perrengue de aprender um esporte de prancha, e seus pais talvez não possam se dar ao luxo de usar braços e traseiros como amortecedores. Mas há uma maneira de vocês compartilharem essa sensação. Algumas estações de esqui, como Whistler, no Canadá, oferecem um serviço chamado Sno-limo. Por pouco mais de US$ 100, é possível embarcar qualquer pessoa numa cadeira equipada com cinto de segurança e cobertor que protege do vento de frente. A cadeira, acoplada a um esqui, tem um encaixe na parte traseira, onde se fixam as botas do piloto. O conjunto fica parecido com um trenó. O piloto usa um guidão preso às costas da cadeira para manter a direção e usa as técnicas do esqui para controlar velocidade da "limusine da neve". |
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