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    Missão Verão
43 coisas para você fazer antes do Carnaval - e aproveitar a estação mais divertida do ano.

POR ISABEL MALZONI

Veja por exemplo o caso das irmãs Marcela e Camila Duarte, do Guarujá. As jovens de 22 e 19 anos, respectivamente, conheceram o esporte por causa de um amigo, ninguém menos que Haroldo Ambrósio, que as deixava brincar com a prancha de stand-up em dias de ondas pequenas. No ano seguinte Marcela, que competia com longboard, mudou-se para o Havaí, onde passou a ver e praticar o esporte ainda mais. Ao voltar para o Brasil, em fevereiro deste ano, trouxe sua prancha de 12 pés e o remo de presente para a irmã, que é freesurfer de pranchinha, mas já participara de campeonato de stand-up em Santos.

Marcela hoje mora em Miami, onde usa sua nova prancha de stand-up, de 10 pés, para driblar a falta de ondas para surfar. Com estilos diferentes, ambas são viciadas na modalidade, além de serem prova da facilidade que as mulheres têm de se equilibrar com o remo em cima da prancha. "Nos Estados Unidos as pessoas se impressionam por eu conseguir me equilibrar na minha prancha, considerada pequena", diz Marcela. Segundo ela, a vantagem da modalidade é poder ser praticada com ou sem ondas, de dois jeitos diferentes, e ainda fortalecer membros superiores, inferiores e abdômen. Já Camila, que surfa mais do que rema, explica que "o stand-up exige uma sintonia diferente com o mar, mais tranqüila. Você pode colocar o iPod e ir pro meio da água. Mas a energia que dá é a mesma".

O aprendizado

As primeiras remadas devem ser feitas em águas sem onda. Ficar craque nessa etapa é essencial para o sucesso das próximas fases. >> O segundo passo é aprender a passar a rebentação. A prancha do stand-up não afunda como a de surf e você tem que conseguir passar pelas ondas de pé e remando (senão, fazer o quê com o remo, certo?) >> A terceira barreira a ser superada é chegar no ponto certo na onda. De stand-up você pode pegar a onda mais longe do que de longboard ou pranchinha, mas certamente vai precisar de agilidade para saber virar a prancha. >> Pronto, você já está fazendo stand-up nas ondas e pode usar o remo para arriscar umas manobras.

O equipamento

Para fazer travessias e remar em águas calmas, a prancha ideal deve ter 12 pés ou mais. Já para pegar ondas você agradecerá a agilidade dos modelos de cerca de 9 pés. As pranchas de stand-up são feitas com EPS e resina de epóxi, não com poliuretano, como as de surf. Custam a partir de R$ 2 mil. Já os remos podem ser de vários tipos. O básico é feito de alumínio com pá de plástico e custa aproximadamente R$ 150. Se for iniciante, escolha um remo de pá pequena para diminuir o atrito com a água, e conseqüentemente a força que seus braços farão. Os mais bonitos são feitos de madeira, e os mais leves, de carbono. O preço está na faixa dos R$ 700.

Quem ensina

Em São Paulo, o surfista Alessandro Matero, o Amendoim, dá aulas particulares na Raia Olímpica da USP. (11 7806 7737, portão 2, av. da Raia Olímpica. A aula custa R$ 80). Em Santos, procure a Escola de Surf do Picuruta e, no Rio de Janeiro, a Escola de Surf do Rico de Souza (veja contatos no tópico Aprenda a Surfar, na página 65).

FOTOS SEBASTIAN ROJAS

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Edição nº 54 - Novembro/09
 
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