ANDE SOBRE AS ÁGUAS
NA PRIMEIRA VEZ QUE FABIO CHATI, um dos primeiros shapers e praticantes de stand-up paddle, viu uma foto do ícone Laird Hamilton em cima de uma prancha segurando um remo não entendeu nada. Mais ou menos um ano depois, há cinco anos, já eram os big riders brasileiros Haroldo Ambrósio e Jorge Pacelli que estavam estampados em uma revista com os mesmos aparatos, lembra Chati.
Era o começo, no Brasil, do esporte que consiste em remar de pé em cima de uma prancha de surf. Na verdade, a novidade é uma repaginação do que já faziam alguns surfistas havaianos nas décadas de 1960 e 1970.
A prática, que ficou adormecida durante três décadas por conta da diminuição das pranchas, foi trazida de volta por Laird Hamilton e Dave Kalama apenas no verão havaiano de 2000.
De lá pra cá, surfistas renomados como Kelly Slater, Rob Machado e Luek Egan abraçaram o novo esporte, chamado carinhosamente apenas de stand-up - tanto que em fevereiro deste ano aconteceu o primeiro campeonato de stand-up em ondas grandes no Havaí.
No Brasil, onde é um pouco mais recente e sem pai (ninguém sabe ao certo quem trouxe a moda do pranchão com remo para cá), a modalidade já foi disputada em três campeonatos de surf e em dois circuitos de corrida com remo.
Nesse meio-tempo, o esporte viu suas pranchas se primorarem, passando a ser fabricadas com resina epóxi, e foi adotado por uma até então inesperada tribo: a das mulheres. "O stand-up é bastante praticado por surfistas. E vem sendo adotado, cada vez mais, por suas namoradas", diz Chati. Acontece que está se descobrindo, ele explica, que as mulheres têm mais equilíbrio para remar de pé na prancha que os homens. "Quase todas as mulheres já saem remando no primeiro dia, enquanto alguns marmanjos apanham. Nós temos percebido isso na prática", afirma.
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