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    Alta resistência

SEM FREIO: Queimar o oxigênio e remover o ácido lático de forma mais eficiente - dois segredos para correr muito mais

Se os esportes de aventura têm uma coisa em comum, é que, para praticá-los em grande estilo, precisamos conseguir nos manter ali, firmes e fortes, por mais tempo do que os esportes tradicionais. em outras palavras, precisamos de endurance - a resistência física que permite ao corpo queimar eficientemente o oxigênio, transformando o ar em combustível para a atividade física, e remover de nossos musculos o ácido lático que limita a performace.

Os dois melhores esportes para os aventureiros conseguirem essa endurece são a bike e a corrida. Nas página a seguir, reunimos os segredos de atletas e treinadores dessas 2 modalidades para que você possa fazer sua bateria durar muito mais na hora de você encarar sua aventura. Recarregue-se

O número 1 do Brasil

Depois de conseguir o melhor índice entre os três brasileiros que correrão a maratona na Olimpíadas de Pequim, Marilson Gomes dos Santos, que segue firme e centrado em seus treinamentos, avisa: o sofrimento acontece tanto para os amadores quanto para os profissionais. (FERNANDA FRANCO)

O dono do melhor tempo entre os três maratonistas que representarão o Brasil na maratona que encerrão os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, é tímido e concentrado. Mas seus pés não tem nada de timedez. Depois de obter o índice para as Olimpíadas (2h8min37s) namaratona de Londres, em abril de 2007, Marilson segue firme na preparação para os Jogos. Ele acabou de correr um 10k em Nova York (EUA), da qual foi vice-campeão, e indo para a Europa, participar de dois meetings internacionais de atletismo, nos quais correrá 5 mil e 10 mil metros.

Marilson começou a correr em Brasília (DF), aos nove anos de idade. Desde os 14, treina sob a batuta do ex-corredor Adalto Domingues. E só coleciona títulos. O brasileiro é o único sul-americano que já venceu a maratona mais tradicional do mundo - a de Nova York - com o tempo de 2h9min58s, em 2006, desbancando o queniano Paul Tergat, recordista na época. Também é bicampeão da São Silvestre (2003 e 2005), medalha de prata nos 10 mil metros nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo (2003) e no Rio de Janeiro (2007), e bronze nos 5 mil dessas duas edições.

Além das glórias e do sutento, a corrida deu a Marilson uma companhia muito especial - a da sua esposa Juliana. Eles se conheceram na inauguração da pista de atletismo do Clube São José, em São Caetano do Sul (SP), onde ambos treinam atualmente. Juliana, Atleta fundista, foi medalha de ouro no Pan-Rio nos 1.500 metros. Apesar de os treinos serem diferentes, o casal consegue conciliar os horários para estarem sempre juntos. Foi lá, na pista de São Caetano, que ele conversou conosco sobre sua experiência em maratonas de rua e nas corridas em pista.

Go Outside: Como foi baixar 1 minuto do seu tempo da maratona de Nova York (2206) para a de Londres (2007)?
Marilson: Não dá para comparar tempos por causa das diferenças de percurso. A de Nova York não é uma prova para bater marcas, porque tem subidas, descidas e curvas. Existem percursos mais planos, como Chicago, Berlim e Londres. Mas o que define segundos a menos numa maratona são os detalhes do treino. É questão de treinar focado para a prova. A maratona de Londres foi escolhida pensando em Pequim. Além de o percurso ser bom para fazer tempo, ela é forte e concorrida. Treinei e consegui o índice olímpico com uma boa antecedência. Escolhi Nova York com o intuito de obter prestígio internacional - o importante era a colocação. Já em Londres eu queria o tempo.


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Edição nº 54 - Novembro/09
 
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