NÃO DAVA PARA EVITAR: Harrison Ford pela quarta vez no cinema como Indiana Jones. No filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (com lançamento mundial no dia 22 de maio) nos deixou com os olhos cheios d'água - e não por vergonha alheia, como sentimos quando Sylvester Stallone colocou sua bandana para mais um Rambo, lançado em janeiro deste ano nos EUA.
Aos 65 anos de idade, o embaixador mais velho da aventura ainda não usa dublês (seu treinador de longa data, Jamie Milnes, diz "Ele engata a primeira e vai embora"). Nos encontramos com Ford para conversar sobre ferimentos em batalhas, condicionamento físico e como ele desafia a natureza.
 |
EM FORMA: O sessentão Harrison Ford como Indiana Jones pela quarta vez |
Go Outside: Você ainda se pendura em cipós nesse filme?
Ford: Há muitas cenas físicas no filme, e tento fazer todas que posso, principalmente quando há um aspecto emocionante. Sem isso, os dublês chamam muito a atenção para si. Tenho bom senso para controlar os riscos. Sem contar que tenho um prazer secreto de fazer coisas esquisitas, que nunca mais vou ter a chance de fazer.
Como o que, por exemplo?
Você alguma vez já se machucou? As vezes que me machuquei não poderiam ter sido evitadas. Você não pode prever o que acontecerá com a sua virilha ao montar num elefante, ou se depois de mês e meio você estará numa clínica em Londres, com um médico aplicando anestesia no local para que você possa voltar ao trabalho na segunda-feira.
O que você tem feito para ficar em forma?
Hoje em dia me preocupo menos com a performance e mais com meu condicionamento, com um treinamento de força intensa [core strenght] e com o fortalecimento dos ossos - a saúde geral de meu corpo. Gosto de malhar como fazia quando eu tinha 40 anos, com a ilusão de que isso fará diferença.
Ficar em Wyoming, onde você tem uma propriedade, com certeza também não faz mal à sua saúde.
Tenho um filho de sete anos estudando em Los Angeles, e Calista [Flockhart, também atriz e sua esposa] trabalha lá. Mas vamos para Jackson Hole sempre que podemos. Pedalo mountain bike nas trilhas dentro da minha propriedade - é um ótimo refúgio. Há muitos riachos onde adoro pescar. A melhor coisa é que moro onde moram as trutas.
Como você acabou interpretando Jethro, o motorista de ônibus do curtametragem sobre snowboard Water to Wine (EUA, 2004)?
Fui chantageado por meu filho Malcon, que tem 21 anos e estava intimamente envolvido com aquela tribo de rebeldes que fizeram e estrelaram o curtametragem.
E você diria que manda bem no snowboard?
Comecei a praticar o snowboard depois de ter estourado os joelhos esquiando. Depois, rompi os tendões do ombro no snowboard. Então, agora gosto de ficar em casa no inverno [risos]. Na verdade, ainda amo praticar esqui cross-country.
Essas empreitadas te inspiraram a trabalhar com a Conservation International (conservation.org)?
Queria fazer uma retribuição social. Tive sorte e ganhei muito dinheiro com a indústria do cinema. Depois descobri o prazer de proteger o meio-ambiente, em vez de apenas desfrutar dele.
Fiquei sabendo que há uma formiga da América Central, a Pheidole harrisonfordi, que recebeu esse nome em sua homenagem. Como você conseguiu isso?
Pague umas bebidas ao Edward O. Wilson, líder mundial dos especialistas em formigas.