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| UFA: O leão foi o big ten que fez Lawrence viver os quatro minutos mais longos de sua vida |
TUDO COMEÇOU COM O TUBARÃO-TIGRE. Foi numa reportagem na África do Sul sobre esse animal que Lawrence Wahba, um dos mais reconhecidos documentaristas da vida selvagem do mundo, concebeu o projeto Big Ten. Depois do contato com a fauna daquele país, Wahba teve a idéia de lançar um desafio inédito: localizar e registrar, em apenas dez dias, o comportamento dos dez animais mais "desejados" pelos turistas que se aventuram num safári ou num mergulho pelo continente africano.
O termo big ten foi ele quem criou, vitaminando a lista dos clássicos big five - leão, elefante, rinoceronte, búfalo africano e leopardo, espécies que os caçadores mais desejavam mirar suas espingardas pela dificuldade e destreza que esses animais oferecem para ser abatidos - com mais cinco animais aquáticos: baleia, tubarão, tubarão-baleia, arraia e golfinho. No lugar da espingarda, Wahba muniu-se de filmadora e de coragem para tentar a máxima aproximação. A experiência se transformaria num documentário para o canal ESPN Brasil (o programa vai ao ar dia 22 de dezembro, às 19 horas).
Wahba nasceu em 1968 em São Paulo e desde criança teve contato com o mar. A família descia a serra para passar fins de semana e férias na praia de Paúba, no litoral norte do estado.
A paixão pelo vídeo ele herdou do tio René Victor Liviano, que além de mergulhador era diretor de uma produtora de comerciais. "O René foi meu grande inspirador, foi ele quem me ensinou a mergulhar. Infelizmente ele faleceu num acidente de carro em 1992", lembra. Aos 15 anos, Lawrence trabalhavacomo assistente de eletricista na produtora do tio e aos 18 tirou carta de motorista para pilotar a Kombi da empresa. Graças à parceria com René, Lawrence descobriu a paixão de documentar flagrantes da natureza e já perdeu as contas de quantos filmes produziu. Em alguns, conseguiu testemunhar comportamentos animais então desconhecidos até mesmo dos estudiosos, como a foca siberiana registrada por ele dormindo no fundo de um lago na Rússia. Antes disso, ninguém acreditava que alguma espécie desse mamífero cochilasse enquanto submersa.
| Extremamente dócil, o tubarão-baleia é chamado pelos mergulhadores de "gigante gentil. Ele se alimenta de plânctons e pequenos peixes. "Você pode nadar em sua direção, que ele vai desviar a rota para não atrapalhar seu caminho |
Hoje beirando os 40 anos, Lawrence acumulou experiência de sobra para deixar o medo de lado ao embarcar para a África do Sul. Mas será que dez dias seria tempo suficiente para ficar tête-àtête com os dez animais mais procurados no país? "O documentário mostra como estou a fim de ir atrás dos bichos. Tive encontros e experiências que nunca imaginei que pudesse ter em tão pouco tempo", diz Lawrence. A seguir, um resumo do que foi a expedição de Lawrence frente os dez grandões da África.
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| NA BOA: A "armadura" e o descomunal chifre deste rinoceronte branco assustam, mas essa espécie não é agressiva |
BEM-VINDO: Não vacile no parque Imfolozi-Hluhluwe |
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| CORREDOR: Sontuli é uma importante passagem da reserva de Imfolozi |
NADO SINCRONIZADO: Lawrence acompanha um tubarão-baleia |
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| CAMARADAGEM: A inteligência e facilidade de interação dos golfinhos com o homem são motivos de estudo |
EXIBIÇÃO: As baleias jubarte já estiveram seriamente ameaçadas de extinção, mas hoje têm total proteção do governo sul-africano |
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