[Para paquerar]
Praia Mole, Florianópolis (SC)
Por que é legal? Concentra a moçada bonita da capital catarinense. Surfistas, as gatinhas que vivem atrás deles e muitos visitantes desfilam pelas barracas à beira-mar, onde dá pra curtir um som, beber e petiscar. Tem areia fofa, mar de ondas fortes e água fria. Democrática, agrada a todos: à geração saúde, aos argentinos (está cheia deles) e aos gays, que se reúnem num dos cantos, sentido Galheta, o principal point gay da ilha. Fique esperto: o pico lota, naturalmente, nos feriados e quando há campeonatos de surf.
[Para surfar]
Itaúna, Saquarema (RJ)
Por que é legal? Tem as melhores ondas do Rio de Janeiro, que chegam a três metros na primavera e no inverno. Considerado o Maracanã do surf e do bodyboard fluminense, este templo natural sediou os primeiros campeonatos desses esportes no país e até hoje recebe disputas internacionais. Há escolinha de surf no local e a praia vizinha, Vilatur, depois da reserva ecológica de Jacaré Piá, abriga bons barzinhos na orla. Fique esperto: a cidade fica a 121 quilômetros da capital carioca - perfeita para fazer um bate e volta.
[Para mergulhar]
Do Forno, Arraial do Cabo (RJ)
Por que é legal? Você cruza um morro numa trilhazinha de um quilômetro a partir da praia dos Anjos, chega numa bela enseada de águas esverdeadas e vai querer passar o dia inteiro fazendo snorkeling à beira dos costões com mata nativa. Para mergulhar com cilindro, contrate alguma das operadoras locais e embarque para a ilha dos Porcos, o Saco do Cordeiro ou o ponto onde está o navio inglês Thetis, naufragado em 1830. A 170 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, essa espécie de capital nacional do mergulho é o município mais pacato da região dos Lagos, que inclui Cabo Frio e Búzios. Fique esperto: as águas são geladas - chegam a 10ºC no inverno. São essas correntes frias que alimentam a abundante vida marinha.
[Para chegar caminhando]
Lagoinha do Leste, Florianópolis (SC)
Por que é legal? Está sempre deserta, com boas ondas em meio à mata preservada e à beira de uma lagoa de água doce. O trekking ao paraíso ecológico do sul da ilha de Floripa pode ter dois pontos de partida: a praia do Matadeiro, que exige duas horas e meia de caminhada; ou a praia de Pântano do Sul, com trilha de uma hora e de onde partem os barcos de pescadores que levam visitantes até Lagoinha.
Fique esperto: fora dos feriados não há o que comprar para comer. Leve água e um lanche leve e, na volta a Pântano do Sul, renda-se ao bufê de frutos do mar do tradicional bar do Arante (48 3237 7022) - e não esqueça de rabiscar seu recado na parede do boteco.
[Para chegar de 4x4]
Dos Castelhanos, Ilhabela (SP)
Por que é legal? Os 22 quilômetros de terra, com sobe-e-desce esburacado, são um playground para jipeiros, especialmente quando chove, fato freqüente no verde litoral norte de São Paulo. Mountain bikers guerreiros também vão adorar. Além de ser uma das praias preferidas dos surfistas, Castelhanos abriga cachoeiras como a do Gato, a 40 minutos de caminhada. O recanto selvagem da ilha fica no extremo oposto do ponto de chegada das balsas que vêm de São Sebastião (a 213 quilômetros da capital). Por uns 50 reais, quem não tem um veículo de tração nas quatro rodas pode conseguir uma vaga num dos jipes para passeios em grupo.
Fique esperto: Ilhabela é a capital da vela, tem bons pontos de mergulho, é visitada por golfinhos e deve ter a maior proporção de borrachudos por centímetro quadrado do planeta. Nem sonhe em esquecer o repelente.
[Para jogar futevôlei]
Ipanema, Rio de Janeiro (RJ)
Por que é legal? Este é um esporte que tem a cara da praia mais badalada da Cidade Maravilhosa. Ipanema ferve com espaços para todas as tribos - dos esportistas às famílias, dos gays às patricinhas - e as quadras de futevôlei têm seu espaço cativo tanto aí como na vizinha Copacabana. E tudo sob a bênção do Cristo Redentor, de braços abertos ao fundo da baía da Guanabara. Fique esperto: espere na boa a sua vez de entrar no time, sem melindrar os cariocas "donos" do território.
[Para "Cicarellar"]
Baía do Sancho, Fernando de Noronha (PE)
Por que é legal? Não deve existir um éden mais perfeito para um casal de pombinhos do que a baía do Sancho, considerada a praia mais bonita do Brasil. Nos horários sem turistas, dá pra brincar de Adão e Eva na mais santa paz de Deus. Mas tome cuidado, pois as águas verde-esmeralda são tão transparentes que dá para ver tudo a olho nu: dos peixinhos e corais aos tubarões e sereias. E o melhor é que as falésias protegem, como fortalezas, o paraíso particular. Fique esperto: mesmo se alguém despontar no mirante do alto das falésias, vai demorar um tempão para descer a escadaria cravada no paredão.