Publicidade
 
GoOutside
 
  ok
 
 
Imprimir
   
    AS TRAVESSIAS E ASCENSÕES MAIS CLÁSSICAS DOS PARQUES BRASILEIROS

POR MARILIN NOVAK

TRILHA DO RIO DO BOI

- Grandes caminhadas

ONDE: parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral (SC/RS), a 255 quilômetros de Porto Alegre
GRAU DE DIFICULDADE: moderado
PERCURSO: 8 quilômetros (ida e volta)
QUANTO TEMPO: 8 horas
POR QUE EU DEVO IR? Só a paisagem já vale a viagem. A trilha percorre o fundo do cânion do Itaimbezinho por inesquecíveis oito quilômetros. Este cânion faz parte de Aparados da Serra e da Serra Geral, dois parques contíguos, forrados de cânions, que juntos somam pouco mais de 30 mil hectares. Os mais famosos são o Itaimbezinho e o Fortaleza, este o maior da região, com 900 metros de desnível máximo e oito quilômetros de extensão. Mas não se anime, pois a travessia do Fortaleza está proibida pelo Ibama, sem prazo de abertura. Resta se jogar de cabeça na trilha do Rio do Boi, que também não fica atrás quando o critério é beleza. A trilha começa na entrada do parque, que fica a 12 quilômetros de estrada de terra da cidade de Praia Grande (SC). Muitos trechos do percurso são pelo leito do rio e por isso é imprescindível esperar pelo tempo bom. Mas há dias (mais freqüentes do que gostariam os trekkeiros que vão aos parques fazer essa trilha) em que a densa neblina cobre totalmente a vista. Com sorte, pode-se ver o exato momento em que isso acontece - a chamada "viração" -, um espetáculo natural belíssimo. No dia seguinte, ainda dá para fazer a curtíssima trilha do Vértice (1,5 km), que passa pelas cascatas das Andorinhas e do Véu de Noiva, ou a trilha do Cotovelo (6 km), que guarda uma indescritível visão panorâmica do Itaimbezinho.
ANOTA AÍ: É necessária a presença de um guia para fazer a trilha do Rio do Boi. O guia pode ser contratado por meio da Associação Praia-Grandense de Condutores para Ecoturismo (APCE) pelo telefone (48) 3532 1414.
SEDE DO PARQUE: (54) 3251 1277

DIVULGAÇÃO APCE
FUNDO DO POÇO: A trilha do Rio do Boi percorre 8 km pela parte de baixo do Itaimbezinho

ASCENSÃO DO MONTE RORAIMA (por Xico Felsberg)
ONDE: Parque Nacional Canaima, na fronteira entre Roraima, Venezuela e Guiana, a 268 quilômetros de Boa Vista (RO)
GRAU DE DIFICULDADE: difícil
PERCURSO: 64 quilômetros (ida e volta)
QUANTO TEMPO: 5 a 7 dias
POR QUE EU DEVO IR? Num dos pontos mais inóspitos do planeta surge o monte Roraima, no seio da floresta amazônica. A meseta (mesma formação geológica das chapadas) do Roraima tem quase 2.900 metros de altura e um platô de 112 quilômetros quadrados no topo (em forma de ferradura), que abriga espécies de bromélias e orquídeas que só existem ali. Para alcançá-lo, Boa Vista é o primeiro ponto. De lá, pegue um ônibus até Santa Elena de Uairén, já na Venezuela, a 214 quilômetros de distância. Em Santa Elena há agências locais que te levam montanha acima. Se o limite de pessoas na trilha não estiver ultrapassado, a caminhada pode já começar no dia seguinte. Se preferir ir por conta própria (opção mais cara), alugue um 4x4 até a aldeia Paraitepuy, dos índios pemons, onde se contrata o guia obrigatório e carregadores - caso você não queira levar a própria mochila, com equipamentos e comida para uma semana de expedição. Desde o início da trilha o Roraima está no cenário. São seis horas diárias de trekking e a chegada no cume acontece no terceiro dia. É incrível o céu azul e a quantidade de nuvens que saem por detrás do monte: as massas de ar úmidas da Amazônia batem de frente com a imensa parede no meio do nada, formando-as. Por isso, o monte fica sob nuvens e chuva em 90% do ano. Já lá em cima, dá para caminhar muito e se encantar com um mundo diferente de tudo que você já viu e visitou. Não deixe de conhecer o Ponto Tríplice, uma pirâmide de concreto branco que marca a fronteira: o Brasil ocupa 5% do monte, a Guiana 15% e a Venezuela é dona de 80%. Imperdível também a noite gelada e silenciosa em cima do platô, escondido nas cavernas que te abrigam da incessante chuva. O quinto e o sexto dias da expedição são gastos para a volta - se subir foi difícil, descer será ainda mais duro para suas pernas. Prepare-se para grandes mudanças de temperatura.
ANOTA AÍ: Não esqueça de ter o passaporte em mãos na hora de entrar na Venezuela. É obrigatória a contratação de um guia pemon para te acompanhar montanha acima. O Parque Nacional do Monte Roraima protege 117 mil hectares da região amazônica.

MARCELO ANDRÊ
PLATOSÃO: Acampamento numa das pontas do Monte Roraima, que termina lá no outro lado da foto


   
  Imprimir
   
 
Edição nº 54 - Novembro/09
 
Sumário atual Anteriores Estilo Radar Destino Especial Reportagens Notícias
 
Newsletter
  Cadastre-se e receba nossas novidades.
 
 
Ok
 
 
   
 
Contato
Contato Assine Publicidade Expediente Indique o site
 
 
Rocky Mountain Editora
Copyright © 2008 - Editora Rocky Mountain Ltda. - Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
powered by ContentStuff