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POR ANA PAULA CHINELLI

OLHANDO PARA AS PRATELEIRAS LOTADAS DAS LOJAS DE SUPLEMENTOS É DIFÍCIL SABER QUAIS DAQUELES POTES SUPOSTAMENTE MILAGROSOS PODEM TE AJUDAR DE VERDADE. MESMO ENTRE OS NUTRICIONISTAS, AS DIVERGÊNCIAS SÃO GRANDES. PARA SEPARAR O JOIO DO TRIGO NESSA MISCELÂNEA DE PÍLULAS, MELECAS E POZINHOS, CONSULTAMOS NOVE PROFISSIONAIS TARIMBADOS DA NUTRIÇÃO ESPORTIVA E DESCOBRIMOS QUAIS SUPLEMENTOS SÃO UNANIMIDADE ENTRE ELES

TONTURA DURANTE O EXERCÍCIO, pernas moídas no dia seguinte e gripe certeira depois da prova? Essas costumam ser as conseqüências do desgaste provocado pelo ritmo puxado de treinos e competição - um desgaste que dificilmente pode ser compensado só com alimentos. A solução, em grande parte dos casos, são os suplementos esportivos, um segmento de produtos que hoje oferece centenas de marcas, ingredientes e texturas diferentes, num mercado que movimenta 4,5 milhões de dólares por ano em todo o mundo.

Entre tantos produtos, alguns são realmente essenciais para quem gosta de pedalar, correr, escalar e se aventurar por aí. A seguir, você conhece os quatro eleitos de nosso painel de especialistas, mais quatro indicados apenas em casos especiais - e um que deve ficar bem longe do esportista consciente.

>> ARROZ COM FEIJÃO
Os suplementos que devem fazer parte do cardápio de quem treina

Carboidrato
NO MERCADO:
GU, Exceed, Carb Up, Accel e PowerGel (em gel); Carbo Nutri, Carbo Load e Carb Up (em pó).
O QUE É? Principal fonte de energia do corpo. Em gel, é absorvido rapidamente. POR QUE É BOM? Permite que o atleta mantenha o exercício por mais tempo e ajuda a prevenir lesões.
COMO AGE NO ORGANISMO? Repõe os estoques de glicogênio do músculo e do fígado, alimentando as células que continuarão em atividade. Evita o uso de proteína como fonte de energia, diminuindo o desgaste muscular e do sistema imunológico.
QUANTO E QUANDO? * Ingerir durante provas e treinos longos (duas horas ou mais) ou intensos. Tomar um sachê de gel a cada 30 minutos (homem) ou 40 minutos (mulher), com 250 ml de água. Em pó, tomar 70 gramas de carboidrato por hora, diluídos em 500 ml de água.
IH, ZEROU! Durante esforços físicos intensos, os estoques normais de glicose no corpo se esgotam em 90 minutos, levando à perda de rendimento, fadiga, tontura, diminuição da coordenação motora, baixa do sistema imunológico e muito mais.

Isotônico
NO MERCADO: GU2O, Power Drink, Gatorade, Accelerade, Sports Drink.
O QUE É? Uma mistura de água com glicose, sódio e cloretos, com a mesma concentração do sangue, para facilitar a absorção pelo organismo. POR QUE É BOM? Evita desidratação, fadiga e falta de sais, permitindo que o atleta se exercite por mais tempo.
COMO AGE NO ORGANISMO? Hidrata o corpo, repõe os sais perdidos no suor e parte da energia gasta.
QUANTO E QUANDO? Tomar 600 ml duas horas antes do exercício. Nos treinos e competições, ingerir de 200 a 300 ml a cada 20 minutos. Repetir a dose depois do exercício.
IH, ZEROU! Não ingerir isotônicos facilita a desidratação, a hipoglicemia (falta de glicose no sangue), a hiponatremia (falta de sódio) e, conseqüentemente, a ocorrência de fadiga, tonturas, confusão mental, cãibras e até desmaio.

BCAA
NO MERCADO: Com o nome de BCAA mesmo, de diversos fabricantes.
O QUE É? Um composto de três aminoácidos: Leucina, isoleucina e valina. POR QUE É BOM? Evita a fadiga muscular, ajuda na recuperação dos músculos e protege o sistema imunológico.
COMO AGE NO ORGANISMO? Os músculos usam esses aminoácidos para gerar energia, se recuperar e crescer. Também são matériasprimas da glutamina, responsável pelo bom funcionamento do sistema imunológico.
QUANTO E QUANDO? Tomar de 2,5 a três gramas antes de treino ou prova de alta intensidade ou longa duração. Caso não dê para fazer uma refeição com proteínas e carboidratos depois do treino, repetir a dose do suplemento.
IH, ZEROU! Se o estoque de BCAA no corpo acabar, este entra em fadiga, atrapalhando a performance e a recuperação muscular, e comprometendo a evolução entre um treino e outro. O sistema imunológico se fragiliza e o atleta fica mais suscetível a infecções.

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Edição nº 54 - Novembro/09
 
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