
Os números do rato >> Idade: 27 anos >> Altura: 1,71 m >> Peso: 73 Kg >> VO2 máx: 51,85 ml/kg/min >> Limiar anaeróbio: 192 bpm >> Limiar de cerveja: Fraco, quatro latinhas pra ficar solto (mas seria um prazer testar também esse limiar)
COBAIA. Foi nisso que me transformei quando a Go Outside me mandou a uma das clínicas de avaliação física mais modernas do Brasil para que eu visse qual é a real do tão falado, temido e, por isso mesmo, adiado teste ergoespirométrico, e para que experimentasse uma tal de avaliação funcional. O primeiro analisa a freqüência cardíaca e o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) para descobrir qual a potência do seu "motor" e o quanto dela você utiliza. Já a avaliação funcional serve para checar o alinhamento do possante, analisando postura, biomecânica do movimento, propriocepção, equilíbrio e atividade muscular.
Ao me deparar com dez fiozinhos conectados a eletrodos pelo meu corpo e um tubo, tipo snorkel, amarrado como uma focinheira em minha boca, um enigma veio à minha mente: "Como eu vou conseguir correr desse jeito nesta esteira?". Antes de encontrar uma resposta, colocaram um pregador (tipo pregador de roupas mesmo) no meu nariz e disseram: "Respire só pela boca".
Era a hora da verdade. Eu versus a esteira - e os dez fiozinhos, o tubo, o pregador, o computador e o medo de tropeçar, desconectar tudo, levar o computador, estourar o tubo e acertar uma cotovelada no fisiologista. Trágico, não fosse cômico. Só me restava olhar pra frente e correr. "Até atingir seu esforço máximo!", me orientou o doutor. Só na hora que eu escutasse uma linda voz do além-mar deveria pedir pra parar.
Fecho a matraca dos meus pensamentos e o teste ergoespirométrico começa. Os computadores registram batimentos cardíacos e consumo máximo de oxigênio (VO2 máx). Como será que estão? Qual será meu estado físico? Será que todos esses anos de dedicação ao esporte deram resultado?
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