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    VOANDO ALTO

MODALIDADE: KITESURF
IDADE: 19 ANOS
BERÇO: VINHEDO, SÃO PAULO
POR QUE É UM OUTSIDER: SAGROU-SE CAMPEÃ BRASILEIRA E ASSUMIU A VICE-LIDERANÇA DO RANKING MUNDIAL FEMININO - E ELA SÓ COMPETE HÁ TRÊS ANOS

BRUNA KAJIYA VIROU MANIA ENTRE OS FÃS DO KITESURF NO BRASIL. Também pudera: só em 2006, essa paulista de 19 anos foi responsável por boa parte da história do esporte por aqui. Ficou com a segunda posição no ranking mundial feminino (também foi a primeira brasileira a vencer três etapas no circuito, na Alemanha, na Espanha e no Brasil) e faturou o Campeonato Brasileiro.

Quem a vê pensa que ela treina faz um tempão. Mas, para espanto geral, Bruna só começou a investir no kitesurf quatro anos atrás. Em Ilhabela, onde mora, ela admirava pela janela da escola, que ficava de frente para o mar, uma porção de gente praticando o esporte. Era difícil prestar atenção na aula com tantas pipas ao vento. Até que um dia resolveu seguir o conselho de um amigo e andou de kite pela primeira vez. Sorte de principiante ou não, em sua estréia ela voou bem logo de cara.

Os vôos não pararam mais. Com incentivo dos pais, em 2004 Bruna foi passar uma temporada de seis meses em Maui, no Havaí. "Treinava todo santo dia", conta. Voltou para o Brasil afiadíssima e decidida a se dedicar ao kite. Isso rolou bem na época em que Bruna deveria prestar vestibular. Mas a mãe percebeu que a filha estava ficando deprimida com a idéia e a fez mudar de planos. "Ela sacou que eu estava a fim de velejar e me aconselhou a treinar sério e competir", conta Bruna. "Devo tudo a meus pais, se não fosse por eles, metade das minhas conquistas não teriam acontecido." Com pais tão bacanas, já era de esperar que Bruna fosse uma garota família. Tanto é que, depois de passar boa parte do mês de novembro treinando sob os ventos inspiradores de Cumbuco, no Ceará, ela pretende voltar para Ilhabela só para passar dezembro inteiro com os pais. "Sempre que tenho um tempo livre, corro para minha casa."

Em 2007, a bela atleta parte para uma temporada de dois meses de treinos intensos na África do Sul, em companhia do namorado, o kitesurfista inglês Aaron Hadlow, outra fera do esporte. Ela também tem planos de expandir seus patrocínios, pois ainda não consegue ganhar grana com a profissão. "Infelizmente ainda não dá para viver do meu esporte. Tenho dois patrocinadores que me ajudam com as despesas básicas de hospedagem e alimentação, mas estou na luta para conseguir mais recursos", diz. A julgar pela rápida popularização do kite no Brasil e pelo talento de Bruna, não vai demorar muito para que todos os seus sonhos se realizem.

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BRUNA KAJIYA

 

   
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Edição nº 54 - Novembro/09
 
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