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  RADAR NA LINHA DE FRENTE DO FITNESS
  PULSAÇÃO

RAIVOSO Quando tiver de enfrentar um predador na natureza, não fique assustado, "vire bicho" - assim você pode aumentar suas chances de sobrevivência. Num estudo recente conduzido pela Carnegie Mellon University, estudantes responderam a um teste de matemática enquanto eram agredidos verbalmente por terem errado e por não estarem sendo rápidos. Baseado em amostras da pressão sangüínea e dos níveis hormonais dos participantes do teste, aqueles que visivelmente expressaram raiva tiveram notas mais altas e se estressaram menos do que aqueles que mostraram sinais de medo. "Isto não quer dizer que você deva atacar um urso", diz o co-autor do estudo Shelley Taylor, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Mas a raiva pode fazer com que você tome a decisão correta numa situação tensa."

ILUSTRAÇÃO JONATHAN CARLSON
TREINO EXPRESSO com Chris Carmichael

FATO OU MITO
Ácido láctico é uma substância sem função que causa fadiga muscular?
Essa você pode colocar ao lado das aparições do Elvis e das loções que prometem reduzir medidas. O fisiologista do exercício George Brooks, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que durante 35 anos coordenou pesquisas provando que o ácido láctico é na verdade um combustível para os músculos, publicou um artigo em revistas especializadas mostrando exatamente como funciona o processo. O que isso significa para o seu treino? Mantenha os intervalos, que encorajam seu corpo a produzir mais mitocôndrias nas células musculares, as quais convertem o ácido láctico em energia, não fadiga.

(PULA-PULA) Andando recentemente pela área de treinamento do meu Centro de Performance em Aspen, Colorado (EUA), notei cones, caixas, linhas pintadas no chão e paredes baixas pra todo lado - o lugar parecia um canteiro de obras. O diretor do centro, Riggs Klika, que ajudou no treinamento do snowboarder Chris Klug para a prova de slalom dos Jogos Olímpicos de 2006, me pegou "escaneando" o local. "Pliométricos", ele explicou. "Dá uma olhada no Klug - ele está mais forte e ágil do que nunca." Incorporar exercícios pliométricos - saltos, pulos e outros movimentos que requerem uma súbita explosão de força - ao seu treino vai te deixar condicionado para as demandas dinâmicas do seu esporte, de uma maneira que os treinos normais não podem te preparar. Um exemplo simples é o ziguezague: faça (desenhe ou adesive) duas linhas de seis metros no chão, a cerca de 70 centímetros uma da outra.

Equilibre-se sobre seu pé direito na linha da esquerda e salte na diagonal para a linha da direita; daí, imediatamente para a linha da esquerda e de volta para a da direita, repetindo o movimento até o fim da linha. Volte fazendo o mesmo, só que com o pé esquerdo. Repita cinco vezes e descanse por um minuto entre as repetições.

CHRIS CARMICHAEL É O TREINADOR DE LANCE ARMSTRONG, SETE VEZES CAMPEÃO DO TOUR DE FRANCE

ILUSTRAÇÃO JONATHAN CARLSON(ÓLEO ESSENCIAL)
Num estudo de 2005 da Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, Estados Unidos, pesquisadores que analisavam azeites de oliva extra virgem acharam pequenas quantidades de uma nova droga, um antiinflamatório da mesma família química do ibuprofeno. Mas antes que você jogue fora seus remédios, saiba que terá de beber meio litro de azeite de oliva para ter o mesmo efeito aliviante achado em duas pílulas de antiinflamatórios comuns.

 

 

XIXI ENERGÉTICO
Pesquisadores da Universidade de Connecticut (EUA) acabaram com a crença de que ingerir cafeína - um conhecido diurético - aumenta o risco de desidratação em pessoas ativas. Num estudo de 2005, homens que praticavam atividades físicas quatro vezes por semana foram separados em três grupos. Um grupo tomou placebo, outro ingeriu cafeína equivalente a 40 gramas de café e o terceiro uma dose dupla do energizante. Os resultados mostraram que não houve aumento na produção de urina em nenhum dos grupos, indicando que o consumo diário de cafeína não ocasiona um déficit líquido no organismo.

ACREDITE
Quer perder peso? Tente fazer com que alguém lhe fale que o açúcar te deixa doente. Pode funcionar, diz a fisiologista Elizabeth Loftus, especialista em memória da Universidade da Califórnia em Irvine. Num estudo, Elizabeth analisou a dieta de 228 universitários, daí disse a mesma mentira para todos - que, quando criança, eles ficaram doentes por comerem comidas calóricas como sorvete e bolachas - para ver o que acontecia. Metade dos participantes engoliu a mentira e teve menos inclinação a devorar esse tipo de comida.

   
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Edição nº 54 - Novembro/09
 
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